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Pílula, Lembra do que a Igreja dizia?

COMPORTAMENTO

Elas dizem não à pílula

Mais de meio século depois da revolução de comportamento promovida por este anticoncepcional, saiba por que cada vez mais mulheres estão optando por outros métodos não-hormonais para evitar a gravidez

Elas dizem não à pílula

“Depois de entender a ação da pílula no corpo e os riscos do hormônio e conhecer outras opções, não dá mais para voltar a tomar” Dandara Sanches, publicitária

Camila Brandalise e Ludmilla Amaral

10.02.17 - 18h00
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“Decidi parar com o anticoncepcional, minha última pílula foi sexta-feira passada, estou com um pouco de medo dos efeitos que virão, mas estou feliz por estar me sentindo encorajada.”

“Parei de tomar porque estava aumentando minhas crises de pânico.”

“Tive uma trombose venosa profunda e tromboflebite. Precisei ser internada e tive que cortar o anticoncepcional. Alguém já passou por isso?”

Se entrasse hoje no Facebook e encontrasse o grupo de discussão com o nome de “Contracepção Não-Hormonal”, de onde as frases acima foram tiradas, a americana Margaret Sanger, ativista que impulsionou a criação da pílula anticoncepcional em 1960, ficaria estarrecida. A página tem mais de 120 mil mulheres que trocam informações sobre como lidam com a interrupção do uso de hormônios, os benefícios, os efeitos colaterais e os outros métodos que usam para evitar a gravidez. Há meio século imperando como tratamento mais difundido entre ginecologistas e pacientes, a pílula foi, como se sabe, revolucionária. Fez parte da liberação sexual feminina. Possibilitou que elas tomassem o controle do próprio corpo, planejassem quando gostariam de engravidar, levassem adiante outros projetos pessoais e profissionais antes de se tornarem mães. Agora, mais de meio século depois, muitas mulheres estão fazendo o caminho contrário. Por quê?

NOVA ONDA Movimentos feministas ganharam força no País e andam junto com as mudanças de mentalidade das brasileiras em relação ao corpo e à sexualidadeNOVA ONDA Movimentos feministas ganharam força no País e andam junto com as mudanças de mentalidade das brasileiras em relação ao corpo e à sexualidade

“Esse movimento de repensar métodos contraceptivos começou com a divulgação dos riscos de efeitos colaterais”, afirma a ginecologista Halana Faria, do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde. Histórias como a da professora de ensino fundamental Ilma Gomes, 40 anos, que investiu na pílula depois da primeira gravidez, mas parou de usá-la quando foi diagnosticada com um princípio de trombose por causa do remédio. “Minhas pernas começaram a inchar e sentia muitas dores, a pele estava rígida”, diz. Bastou parar de tomar os hormônios para o problema acabar. “Nós sempre achamos que a pílula é o método mais eficaz e que faz bem para o corpo da mulher. Resolvi insistir sem saber o que iria acontecer.” A falta de informação é um dos principais fatores que levaram ao momento atual, de questionamento. Ao perceberem que não têm noção nem são informadas sobre os riscos dos contraceptivos hormonais, as mulheres começaram e se perguntar, e a perguntar aos seus médicos, sobre o quão benéfico é seguir esse tipo de tratamento. Para Halana, elas têm tomado consciência sobre como são alijadas do direito de conhecer e decidir sobre o que é melhor para si. Veio daí o impulso para uma nova onda de mudança ligada à sexualidade feminina.

“É injusto que só a mulher seja responsabilizada pela proteção, já que ela e o homem estão envolvidos na relação sexual. Isso precisa ser discutido” Carmita Abdo, sexóloga“É injusto que só a mulher seja responsabilizada pela proteção, já que ela e o homem estão envolvidos na relação sexual. Isso precisa ser discutido” Carmita Abdo, sexóloga

A tendência caminha junto com a chamada “primavera feminista”, a nova etapa do movimento no Brasil que começou por volta de 2015 e tomou as ruas e as redes sociais em grandes mobilizações contra o machismo e pela manutenção da autonomia e dos direitos das mulheres. “Sou feminista e acredito que estamos vivendo uma nova revolução sexual. Procuramos saber, questionar e nos impor mais, inclusive cobrando direitos sexuais e reprodutivos”, afirma a estudante de nutrição Luana Moreira, 18 anos, a criadora da página do Facebook citada no começo desta reportagem e ela mesma uma ex-usuária da pílula. Para a psiquiatra e sexóloga Carmita Abdo, coordenadora do programa de estudos em sexualidade da Universidade de São Paulo (USP), as mulheres vivem um momento de repensar as próprias conquistas. “Há alguns anos, exigíamos poder trabalhar fora. Para as gerações passadas, era positivo ter uma carreira, cuidar da casa e da família. Hoje, muitas querem menos trabalho e mais tempo de licença-maternidade”, afirma. “As conquistas do século XX começam a ser revistas no século XXI, e isso também está acontecendo em relação aos métodos contraceptivos.”

Anticoncepcional masculino: novo produto é aprovado em teste inicial
Em uma nova tentativa de criar um contraceptivo masculino, pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveram uma espécie de gel que bloqueia a passagem de espermatozóides pelo canal deferente, por onde passa o sêmen. O produto foi testado em 16 macacos que conviveram com fêmeas em período reprodutivo, sendo que sete deles ficaram alojados com elas continuamente por dois anos. O resultado foi positivo: não houve uma fecundação sequer. O estudo foi publicado na terça-feira 7 na revista “Basic and Clinical Andrology”. Nas conclusões, os estudiosos afirmam que as complicações foram poucas e similares com as associadas à vasectomia. Agora, as pesquisas deverão seguir para descobrir qual a possibilidade de reversão do tratamento. É um passo importante, não apenas para aumentar as opções de métodos contraceptivos, como também para tornar o homem tão responsável quanto a mulher para evitar uma gravidez.

DIVISÃO DE RESPONSABILIDADE
A publicitária Dandara de Carvalho Sanches, 25 anos, começou a usar anticoncepcional aos 16 anos e não tinha qualquer queixa. Até perceber que já não se sentia tão confortável. “Depois de anos usando hormônios, minha libido era zero e descobri que a pílula poderia ser o problema. No fim era mesmo.” Outras questões pesaram na decisão de abolir o remédio. Dandara acredita que sua geração foi incitada desde cedo a crer que a pílula era a única solução para evitar gravidez e que menstruar é ruim. Agora ela optou pela camisinha. Para Carmita Abdo, hoje a vida sexual da mulher tem maior rotatividade de parceiros e, portanto, é imperativo o uso do preservativo para prevenção de doenças. “Aí ela se pergunta: ‘Para que pílula?’. E decide então usar apenas um método.” Há, porém, o machismo incutido também nessa situação, como quando o homem se nega a usar o preservativo. “É injusto, já que ambos estão envolvidos, mas ela não pode abrir mão de se proteger.”

“Minhas pernas começaram a doer e a inchar. Era princípio de trombose por causa da pílula e parei de usá-la” Ilma Gomes, professora“Minhas pernas começaram a doer e a inchar. Era princípio de trombose por causa da pílula e parei de usá-la” Ilma Gomes, professora

Professora em Saúde Coletiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Eleonora Menicucci, ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, relembra o impacto do surgimento da pílula para sua geração. “Foi um alívio. As mulheres poderiam exercer a sexualidade sem o risco da gravidez”, diz. Houve, claro, uma revolução de costumes, mas que aos poucos passou a se tornar uma subordinação a um único método. “A dependência do anticoncepcional se tornou um paradigma, mas que agora está sendo quebrado. Muito mais pelas mulheres do que pelos médicos, aliás”, afirma. “Já fui em ginecologista dizendo que não queria mais tomar hormônio e saí do consultório com duas caixas de amostra, foi terrível”, diz Luana.

Presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), César Eduardo Fernandes salienta que a questão precisa ser analisada com cautela. “A mulher pode tomar a decisão de não usar mais por questões não fundamentadas, porque tira a naturalidade, tira libido, mas será que isso é mais preconceito ou tem uma base científica?”, afirma. “Pode ser uma falta de compreensão do que está acontecendo. É bonito dizer ‘sou naturalista’, mas fazer uma casa não é natural e nem por isso as pessoas vão morar na caverna.” Ainda que gere polêmica, há um consenso em relação ao tema: é preciso dar à mulher mais opções e informações para que ela possa escolher o que fazer com seu próprio corpo.

Parar ou não parar?
As vantagens e desvantagens de deixar de tomar a pílula

• Deixar de usar hormônios sintéticos devolve à mulher a possibilidade de viver o ciclo reprodutivo naturalmente, reconhecer e entender as reações genuínas do corpo

• Sem a pílula, muitas relataram aumento do desejo sexual e fim de dores de cabeça causadas pelo uso do contraceptivo

• O uso contínuo aumenta o risco de problemas circulatórios graves, como trombose, ainda que a incidência seja considerada baixa (4 casos para cada 10 mil mulheres em um ano). Também pode ter relação com diabetes, adenoma hepático (tipo de tumor benigno do fígado) e alterações mamárias

Por outro lado…
• Ainda é um dos métodos contraceptivos mais baratos, práticos e eficazes, com índice de falha menor que 1% ao ano

• O uso contínuo pode regular a menstruação, diminuir cólicas e outros problemas associados à tensão pré-menstrual

• Também pode ser benéfico para mulheres com endometriose e síndrome dos ovários policísticos

 

http://istoe.com.br/elas-dizem-nao-pilula/

Pílula, Lembra do que a Igreja dizia?

Familia Plano Divino Para Reformar Geografias

Familia Plano Divino para Reformar Geografias

 

“E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gênesis 12:3)

INTRODUÇÃO
Não se começa um ano novo com atitudes velhas. O ano é igual para todos, mas nossas atitude fazem a diferença. Vamos ser diferentes em casa e seremos notáveis nas outras geografias.
Nada é mais sagrado do que a família, tudo que Deus criou tinha por trás um propósito. A família foi chamada para trazer a presença de Deus para a Terra. O lugar mais solene do Planeta é a nossa casa. Sem as famílias, a Terra perde o sentido e o Planeta morre, vira território de bicho. Precisamos nos alinhar com o propósito de Deus.
A família é um território sagrado, no qual podemos ver que Deus Se revela aos Seus filhos e Seus filhos se revelam a Deus. Há uma cumplicidade divina quando família e Criador interagem, porque além da presença do Senhor trazer paz, os milagres são consolidados. Uma família que possui a consciência do papel profético familiar nunca falta sobre ela a liberação do sobrenatural no seu território.
Quando o decreto vem: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra”, estamos falando do poder sobrenatural de uma promessa. A palavra é Baruch – abençoado, liberto, curado. Baruch é uma palavra completa, um plano divino para estabelecer o novo. O mesmo que começar, ou recriar, refazer, trazer a novidade.
Parece um exagero: “Todas as famílias da terra”. Não, não é hipérbole. É graça, é favor divino, é exatamente a provisão de Deus para abençoar, pois ninguém conseguirá prosperar e ter uma família equilibrada se não houver a bênção do Senhor.
Precisamos alinhar nosso pensamento com o plano divino, se quisermos ter êxito no nosso caminho familiar. Temos visto muitas famílias destroçadas, que precisam de auxílio, de um socorro imediato. Mas, existem outras apáticas, que acham que não precisam de ajuda, e cada dia estão mais complicadas nas suas jornadas de insucesso. O mais estarrecedor são famílias adoecidas, que colocam um rótulo de famílias saudáveis e estão plenamente confusas no plano principal.
Deus mentiu quando disse que todas as famílias seriam abençoadas? Não! Deus se equivocou quando disse que sua família seria abençoada? Não! O que há de errado, então? Vamos lá! Muita coisa se inseriu na cultura familiar, e, claro, corrompeu o plano original. Às vezes, estamos na Igreja para cumprirmos uma agenda e não um propósito. Por isso, durante a semana, o testemunho familiar fica comprometido. Não fazemos o básico e nos desalinhamos com a promessa.
O que fazer?
Essa é a pergunta chave, recheada do como fazer?! Estamos como loucos, andando sem direção, como se não tivéssemos bússola. Existe um Patriarca Perfeito. “Porque andam de um lado para outro, como loucos sem direção. Parem! Eu sou o Pai de vocês, diz o Senhor.” (Deuteronômio 32:6)
Jesus disse: “Observem esse povo, vive caminhando de uma lado para outro, como ovelha que não tem Pastor.” (Mateus 9:36). Ou seja, uma geração sem direção por falta de paternidade.
O que precisamos?

1. Voltar a crer
“Contudo se alguém não cuida dos seus, especialmente dos de sua própria família, este tem negado a fé e se tornou pior que um incrédulo” (I Timóteo 5:8)
Esse texto desincredulariza qualquer ser humano com temor à a Palavra. A exortação divina é de que muitos perderam a fé e ficaram piores que um mero incrédulo. Essa exortação é uma convocatória de retorno à fé no Reino e ao retorno à família.
A família precisa aquietar o coração. “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus.” (Salmos 46:10). Em outras palavras: “Até quando vocês vão coxear entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, servi-o.”  (I Reis 18:21). Essa inquietação no coração do povo pode levar uma geração a falência de fé; raízes de iniquidades podem se instalar no coração; incredulidade nascer como ribeiro de águas rotas, e a insensatez tomar conta da mente da família.
Existem famílias que não vivem mais um plano para se estabelecer propósitos; vivem como estranhos. Em 2017, vamos voltar a crer na promessa: “Sou abençoado! Minha família é abençoada”. Sua família foi gerada para esse propósito, então volte a crer na promessa: “Em ti serão abençoadas todas as famílias da terra.”
A promessa: “em ti”, está relacionada a àqueles que têm fé, aos que acreditam. Dentro da nossa casa existe sempre um guardião da fé, o detentor dos princípios, uma boca que não deixa silenciar o propósito. “Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo.” (Hebreus 1:1)
Sempre terá um filho repetindo as promessas do PAI. Vamos permitir que a Teologia de Jesus seja a âncora da nossa família. Voltemos a crer!
2. Voltar a viver o propósito central
Filhos voltem! Este tem sido o grito dos Céus: Voltem! Não são aqueles que estão longe, são os que congregam, mas estão com atitudes de ímpios. Voltar ao propósito é responsabilizar a fé e a chamada nEle. “Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas.” (Romanos 11:36)
“De fato, depois de afastar-me dos teus propósitos, eu me arrependi; depois que entendi os teus propósito, bati no meu peito. Estou envergonhado e humilhado porque trago sobre mim a vergonha da minha juventude.” (Jeremias 31:19 – Texto Transliterado). Quantas coisas acumuladas no nosso caráter, quantos vexames por vermos o tempo passar e não tomarmos posição. Desviamo-nos facilmente do propósito e nos tornamos distantes da promessa.
Você pode ter todos os planos e projetos para sua vida, mas o propósito central do Senhor trará a promessa que você e sua casa esperam. O caminho de Deus é o perfeito, o propósito do Eterno é fiel, para sua casa viver a plenitude jamais sonhada. “O caminho é perfeito; a palavra do Senhor é poder. Ele é arma e escudo para todos os que nele confiam.” (Salmos 18:30)
Você pode argumentar: Minha família está passando por problemas. Nada acontece! É como uma depressão crônica, nada prospera. A promessa diz: “Deus levanta da opressão o necessitado, para um lugar alto, e multiplica as famílias como rebanhos.” (Salmos 107:41)
A promessa é de que os filhos voltarão ao seu termo. Deixe-me dizer algo: Precisamos amadurecer, pois muitos, no Ano da Família, voltarão para suas geografias, do lugar de onde não deveriam ter saído. Lucas 15:19 se cumprirá, é a rota do gastador (o pródigo). E nós, como pais espirituais e irmãos mais velhos, precisamos nos preparar para o retorno de filhos legítimos. No Ano da Família veremos milagres do Reino sendo instalados na nossa casa.
“Por isso há esperança para o seu futuro”, declara o Senhor. “Seus filhos voltarão para os seus termos, voltarão para o território de onde saíram.” (Jeremias 31:17 – Texto Transliterado). O propósito central do Senhor não será anulado, porque alguns incredulizaram a promessa. Deus continua sendo Deus e o Seu foco é a família.
3. Voltar ao princípio original
Família abençoada! Minha casa é abençoada! Meu casamento é abençoado! Meus filhos são abençoados! Minha descendência é abençoada! Este ano em Jerusalém, Deus deu um GRITO: “Famílias, voltem para Meus princípios!” Os céus estão inquietos com a degradação familiar, são tantas culturas paralelas que a família corrompeu os princípios e há uma emergência divina em consertar isso.
“Minha Casa será chamada Casa de Oração para todos os povos da Terra.” (Mateus 21:13). Jesus comparou o Templo de Salomão como CASA? Porque somos uma família! É um lugar que se tem ordem familiar. Uma Igreja, Templo, não tem sentido se não tiver a família como propósito central. Para isso, a doutrina de Jesus precisa ser instalada.
O princípio foi quebrado. Precisamos voltar para restaurar nossa casa. Os lugares onde congregamos: seja trabalho, Células, Gerações de 12, Macro-células, Rede. Precisamos ter caráter de família. Caso contrário o princípio do Eterno não se consolida. “Somos uma família de muitos filhos na semelhança de Cristo Jesus”. Fazer dos ambientes que vivemos uma família é um grande milagre.
Não é fácil conviver em família, mas é o princípio que gera prosperidade. Não podemos fazer o que queremos ou pensamos, uma família saudável se move por princípios verdadeiros, e quando quebrados, entra brechas e o adversário ganha vantagem e maldição se instala.
Precisamos corrigir nossos hábitos e culturas pagãs que nós mesmos inserimos na nossa casa. Se eu fizesse uma pergunta básica: Quantos querem ver suas casas prosperando? Todos vão responder: EU! Bem, precisamos tirar os baalins, os ídolos, os argumentos, as maldições, como Josué fez. “Decidam hoje a quem vocês querem servir, quanto a mim já está decidido: Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” (Josué 24:15). Ninguém viverá plenamente a bênção com argumentos mundanos inseridos no caráter.
Conclusão
Baruch – Ser abençoado, ser completo. Esse é o decreto para todos: “Em ti serão abençoadas todas as famílias da terra.”. Minha família é abençoada! Qual o milagre que sua família precisa para viver essa plenitude da promessa? O que você colocaria hoje diante de Deus para que esse milagre se manifestasse?
Bem, decisões no presente definem futuro. Precisamos aprender a decidir em Deus e mantermos firmes a decisão ainda que o processo seja doloroso. “Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu.” (Hebreus 10:23)
Família, plano divino para reformar as geografias, esse é o nosso tema em 2017. Vamos nos apossar do nosso direito. Você é uma família abençoada! O ano não será diferente. Você será diferente, e, com certeza, tudo a sua volta ganhará mais vida. Todos querem um ano diferente, mas ficam mantendo as mesmas atitudes. Mudança de atitude gera novidades na nossa geografia.
Baruch – Ser abençoado completamente, essa é a promessa. Viveremos 365 dias debaixo de bênção que jamais sonhamos. Você crê?! Você recebe?! Então, você terá um novo ano, um ano feliz.
Feliz ano novo, família do avivamento!
Seja abençoado!
Sua família vai viver a bênção completa!
Feliz 2017!
Renê Terra Nova
Familia Plano Divino Para Reformar Geografias

A Festa de Rosh Ha Shaná ano 5777

A Festa de Rosh Ha Shaná

A celebração de Rosh há Shaná (literalmente: “cabeça ou primeiro do Ano”), marca o início do ano judaico e é celebrado no primeiro dia do mês de Tishrei. Na verdade, os rabinos dizem que Rosh Há Shaná é o aniversário da criação, e que estaríamos completando 5777 anos de existência do ser humano. Todos sabem que no calendário bíblico o ano novo começa com o 1° mês, o mês atual de Nissan (geralmente em março/abril), com a festa da Páscoa como marco. Mas após o exílio na Babilônia, a contagem dos meses sofre alteração cronológica e nominal, e o primeiro mês passa a ser o sétimo (Tishrei). O dia da Trombeta, ou Yom Teruá, é celebrado no 1° dia do 7° mês, com grande convocação e toque do shofar (Lv 23:24-25).

Rosh Há Shaná é a única festa celebrada onde não há a explicação clara, da parte do Eterno, sobre sua origem ou memorial. Todas as festas no calendário judaico estão associadas a eventos ou à preservação da memória dos feitos do Eterno para com o nosso povo, tal como Páscoa (Libertação do Egito), Shavuôt (dádiva da Lei no Sinai) e Sucôt (lembrança da peregrinação no deserto). Mas Yom Teruá (Rosh Há Shaná) não é conectada a nenhum feito ou evento histórico na Torá. Muitos rabinos crêem que Yom Teruá é uma festa que anuncia o retorno do Messias, sendo o toque do Shofar um aviso para que Israel e as nações se preparem para recebê-lo.

Judeu ortodoxo toca o Shofar no Kotel, na madrugada de Rosh Ha Shaná

Como Yom Kipur (dia da expiação) é celebrado 10 dias após Rosh Há Shaná, dizemos que Rosh Há Shaná marca o início do juízo do Eterno sobre a criação, sendo o dia de Yom Kipur o dia do veredicto. Assim, os 10 dias entre Rosh Há Shaná e Yom Kipur são conhecidos como “os 10 dias temíveis” ou “Iamim Noraim” e é um período de muita oração, súplica e arrependimento entre o povo judeu, com o toque do Shofar a cada serviço. Daí surge um dos comprimentos mais comuns durante estes dias: “Tikatev vê Taihatem” – “seja escrito e selado”. Desejamos isto pois cremos que o Eterno possui o Livro da Vida, e nele são escritos os nomes dos justos.

Durante os 10 dias entre Rosh Há Shaná e Yom Kipur, estes nomes são “revisados” pelo Eterno, que o sela em Yom Kipur. A crença da existência deste “Livro da Vida” é proveniente da Lei Oral judaica e também pode ser encontrada nos escritos judaicos do Novo Testamento, onde há várias menções ao mesmo: Fp 4:3, Ap 3:5, 13:18, 17:8, 20:15, 21:17 e 22:19.

Começamos a celebração de Rosh Há Shaná com um maravilhoso jantar, acompanhado de algumas orações específicas para este dia. Comemos neste dia maças com mel como um símbolo do desejo de um ano novo doce e agradável a todos. A chalá (pão de shabat) que é usada no jantar de Rosh Há Shaná não é comprida, mas sim redonda, simbolizando o ciclo da vida que se renova a cada ano. Desde a antiguidade, estipulou-se que a celebração de Rosh Ha Shaná duraria 2 dias, pois no passado não havia certeza do dia específico (1° dia do 7° mês), em função de ser uma festa da lua nova. Assim, os dois dias de Rosh Há Shaná são passados quase sempre na sinagoga, onde tocamos o shofar e oramos um conjunto de orações específicas que estão agrupadas no Machzor (livro de orações para Rosh HÁ Shaná e Yom Kipur). Basicamente são orações de agradecimento, louvor e principalmente arrependimento.

Neste dia, colocamos sobre o Aron Ha Kodesh (arca que contém o rolo da Torá) uma cortina branca, simbolizando a necessidade de termos um coração puro perante o Eterno.

A leitura da Torá é feita em Genesis capítulos 21 e 22, relatando o evento da “Akedá”, onde Abraão sobe com seu filho Isaque ao monte Moriá para sacrificá-lo. A Haftará que lemos é a história do profeta Samuel, seu nascimento e seu chamado sacerdotal (I Sm caps 1 – 3). É impossível estudarmos estas porções da Tanách e não notarmos uma palavra que é o tema central dos dois eventos: HINENI! Esta pequena palavra em hebraico expressa o que realmente sentimos e o que realmente estamos dispostos a fazer por amor ao nosso Deus: HINENI – EIS-ME AQUI! A expressão HINENI expressa nossa prontidão para obedecer e servir incondicionalmente ao nosso Criador. O sacerdote Eli instruí a Samuel: Hineni – Daber Adonai ki shomêa avdechá – Eis-me aqui! Fala Senhor pois está a ouvir teu servo!

 

AKEDÁ, representada por Laurent de La Hyre – 1650

Que possamos ter o espírito de Abraão e o espírito de Samuel, servos verdadeiros que não se preocupavam apenas em crer em Deus, mas em obedecê-Lo de todo o coração, não importando as circunstancias. Os que vivem o verdadeiro “HINENI” terão seus nomes escritos e selados no Livro da Vida!

 

Fonte: http://ensinandodesiao.org.br/artigos-e-estudos/rosh-ha-shana/

A Festa de Rosh Ha Shaná ano 5777

IGREJA -Significado

IGREJA -Significado



A palavra Igreja é de origem grega, formada pela preposição: ek, "para fora" e o substantivo kletos "chamados", ou seja "chamados para fora". Noutras palavras, o verbo grego ekkaleo, significa chamar à parte, um corpo escolhido e separado duma grande massa de gente. No uso clássico, ekklesia designa uma assembléia legal, em uma cidade grega, convocada por um arauto, formada de todos os que possuíam o direito de cidadania para tratar de assuntos públicos, ou seja, uma espécie de "assembléia legislativa". Na famosa versão da Bíblia para os judeus de fala grega, a Septuaginta, o termo ekklesia é a tradução usual do termo hebraico kahal, que denota a multidão inteira de qualquer povo, unido pelos vínculos de uma sociedade, e constituindo uma república ou estado. Em sua significação ordinária, o termo pode ser definido como uma assembléia ou convocação do povo de Israel. O termo ekklesia aparece no NT cerca de 115 vezes. Destas, três se referem à congregação hebraica do Senhor (kahal), três outras vezes se referem à assembléia grega; e 110 vezes, à Igreja Cristã. No NT, o termo ekklesia designa uma assembléia específica e local de crentes (Mt 16:18), organizados para cultuar o Senhor, para o ensino das doutrinas, ordenanças e disciplina do Evangelho, unidos sob um pacto especial com Cristo e entre si. Também denota a totalidade do Corpo dos escolhidos nos Céus e na terra (Mt 18:17); ou seja, todos quantos foram alcançados pela graça de Deus, que os faz membros do Reino Eterno de Cristo. A Igreja pode existir independentemente de ter ou não uma forma vista pelos homens, pois ela é tanto visível (militante), quanto invisível (triunfante). A Igreja invisível se compõe de todos os que estão unidos a Cristo. É um organismo eterno. Os seus membros são conhecidos por Deus, ainda que não seja possível serem conhecidos totalmente pela vista humana. A Igreja visível compõe-se de todos os que professam estarem unidos a Cristo; aqueles que têm os seus nomes arrolados nos livros de registro das suas respectivas congregações. Não é sem certo constrangimento que afirmamos que muitas vezes pode ocorrer da pessoa ter seu nome arrolado entre os membros da Igreja visível, sem contudo tê-lo escrito no Livro da Vida do Cordeiro. 
DICIONÁRIO TEOLÓGICO BRASILEIRO
LÁZARO SOARES DE ASSIS
IGREJA -Significado

A igreja precisa de reforma? Sim, e urgente!

A igreja precisa de reforma? Sim, e

urgente!

 

A verdade é que a igreja protestante não protesta mais contra o pecado e os erros doutrinários.

por Samuel Gonçalves

 

A igreja precisa de reforma? Sim, e urgente!A igreja precisa de reforma? Sim, e urgente!

Para nós, evangélicos, a Reforma Protestante do século XVI foi o maior movimento dentro da igreja cristã depois do que se iniciou no dia de Pentecostes. O que Martinho Lutero e os outros reformadores queriam era uma volta ao cristianismo bíblico, um retorno às Escrituras. Quem conhece um pouco da história da Igreja sabe que foi preciso muita coragem daqueles homens para chamar o povo à razão. Vários deles pagaram com suas próprias vidas.

Fazia-se necessário uma ‘purificação’ da doutrina. A Igreja controlada por Roma – o Vaticano ainda não existia – estava dominada por uma série de heresias, que incluíam a venda de relíquias que tinham algum tipo de “poder mágico”. Também eram oferecidas as chamadas indulgências, que teriam a capacidade de tirar uma alma do purgatório mediando seu pagamento.

Samuel Gonçalves

Pastor Samuel Gonçalves.

Usados por Deus, diferentes homens clamaram que fossem tirados aquelas doutrinas e práticas que não possuíam um respaldo nas Escrituras. Muita coisa mudou desde então, embora ainda permanecem o culto às imagens e a crença que a salvação é pelas obras. O movimento protestante cresceu, se fortaleceu e se fragmentou. Na América Latina o termo “evangélico” é bem mais comum que protestante, mas ambos são consequência das teses pregadas por Lutero há quase 500 anos na porta de uma igreja na Alemanha.

Quando olhamos para a maior parte das igrejas brasileiras chegamos a conclusão que algo está errado. Durante muito tempo ouvimos falar de práticas de comércio que se assemelhavam ao que era feito na idade média. Usando o nome de ‘ungido’ uma série de produtos passaram a ser anunciados como verdadeiros fazedores de milagres. A prática foi se espalhando e quando ligamos a TV, por exemplo, temos a impressão que os programas que deveriam ser evangelísticos se transformaram em verdadeiros canais de vendas.

Obviamente que a generalização é ruim, mas entendo que hoje isso é mais regra do que exceção. Acredito que se Lutero pudesse vir ao Brasil em nossos dias ficaria horrorizado. Mas não é apenas o comércio que assunta. Muitas das verdades essenciais da fé bíblica já não são pregadas dos púlpitos. O culto, e isso inclui nossos cânticos, são focados no homem e não em Deus.

A verdade é que a igreja protestante não protesta mais contra o pecado e os erros doutrinários. Aceitamos passivamente que o centro da mensagem tenha deixado de ser a cruz para ser algum tipo de prosperidade material. Enquanto nos preocupamos com o poder econômico, deixamos de lado a busca pelo poder prometido por Jesus, o que vem do espírito!

É bem verdade que a igreja evangélica continua crescendo, mas isso não significa que ela cresce na direção certa. Uma árvore grande sem raízes fortes pode tombar em meio a uma forte tempestade.

Peço um momento de reflexão. Ainda que talvez a sua igreja não viva essa realidade, não se pode negar que ela existe e é prevalente em nosso meio. Mesmo que não haja a venda de produtos mágicos (ungidos), se a cruz não está no centro, então deixou de ser o evangelho de Jesus. Passou a ser um discurso humano, que promete coisas boas, mas que é incapaz de transformar vidas. Mas não é o caminho que o mestre indicou aos seus discípulos.

O texto de João 8, versículo 32 é bem conhecido. “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Contudo, quando Cristo disse essas palavras estabeleceu uma condição. “Se permanecerdes na minha Palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos” (versículo 31). Conhecer a verdade é uma consequência de quem permanece na Palavra.

A igreja precisa de uma Reforma? Sim, e urgente! Entretanto, não é uma nova reforma como movimento institucional. Creio que em nossa realidade isso não seria possível. Proponho uma reforma de pensamento. Isso começa em cada um de nós a partir da revelação bíblica.

Precisamos voltar ao cristianismo bíblico, retornar às Escrituras. Chega desse evangelho do “caminho largo”! Chega desse comércio. Vamos ecoar as palavras de Jesus em João 2:16: “Tirem estas coisas daqui! Parem de fazer da casa de meu Pai um mercado!” (NVI).  Reforma já!

A igreja precisa de reforma? Sim, e urgente!

Liderança e governo no século 21

Liderança e governo no século 21

Por Claudio Santos


Liderança e governo no século 21

‘Liderança’ e ‘governo’ são assuntos recorrentes, oportunos e muito interessantes para os dias atuais. Contudo, o texto abaixo se limitará ao contexto meramente espiritual, onde neste século temos observado uma urgente necessidade de trazer o tema à reflexão da igreja evangélica. Desta vez este é um escrito dirigido apenas às nossas igrejas evangélicas no Brasil.

Em primeiro lugar, afirmo com propriedade e convicção, fundamentado na Palavra de Deus que liderança não salva. Todos os cristãos precisam tirar isso da cabeça. Definitivamente, ser um líder espiritual ou liderar qualquer sistema religioso não garante salvação a ninguém. Há jovens correndo mais atrás de se tornar um líder do que se tornar um salvo.

Nossas igrejas precisam ser ensinadas a lidar com a situação. Essa geração, considerada de “Y” pelos sociólogos e demais especialistas de comunicação e comportamento humano não negam ao afirmarem de forma comum que esta é uma geração “fast food”. Portanto, há pressa e urgência, sobretudo para sobressair, saltar e voar sobre sonhos e determinações acadêmicas, profissionais e pessoais do presente século.

Mas, vamos nos deter aqui nas coisas “espirituais”, certo? Pois bem, hoje somos testemunhas de história de muitos jovens cristãos ansiosos também na igreja. E, seguindo o curso do mundo, a cultura da terra, e a inteligência humana, correm apressadamente para se destacarem em meio à multidão. Ser líder rapidamente, este é o equívoco atual.

Seus líderes, também, às vezes desavisados, ou no mesmo sentido de correria atrás do vento, até ajudam nessa jornada de encontrar destaque. A inspiração é “estar por cima, e não por baixo”; ou mesmo “somos cabeça e não calda”, baseados em textos acirrados dos tempos de guerras violentas do Antigo Testamento. Até “olho por olho e dente por dente” também tem sido a retórica e o comportamento de muitos jovens não maduros na fé ou ainda sem habilidade na Palavra de Deus. Mas, a igreja deste século NÃO precisa de “coaching”, precisa de sacerdotes e profetas. João falou“Examinem as Escrituras” (5:39), e não era à toa. Heresias não faltavam no seu tempo também!

O QUE É GOVERNO ESPIRITUAL

Agora, sem mediocridades, ou seja, que ninguém pode sonhar com episcopado, é claro, esse “governo”, para um melhor entendimento, e baseado em Gen. 1:28 e Mc. 16:15, trata-se de uma autoridade espiritual do céu em relação à terra, e não, equivocadamente, de um governo de um irmão sobre outro irmão na igreja. Primeiro Jesus tem que nos governar espiritualmente para depois governamos com a cultura Dele sobre a terra. Mas esta ansiosa solicitude da vida inspira os jovens a desejarem ser como líderes, pastores e apóstolos a qualquer preço, o que tem causado graves problemas em comunidades. Nem ainda aprenderam, mas já desejam ensinar. Os apóstolos levaram 03 intensivos e profundos anos de estudos com o Mestre Jesus, antes de passarem a ensinar. Antes do mestrado do reino, vem a escola da vida, a escola de caráter.

É relevante o destaque que deu Augusto Nicodemos ao assunto neste dias. As igrejas estão acostumadas a ouvir o contrário disso. O que é um paradigma para os últimos 20 ou 30 anos no Brasil, uma crítica diversificada sobre um dos modelos, que me parece ser o modelo de LIDERANÇA CONTEMPORÂNEA OU APOSTÓLICA, com qualidades que se identificam com o humanismo, mas passo a ressaltar o que realmente interessa para a saúde espiritual e emocional dos cristãos deste século:

·         Efésios 4:11 nos diz:

“E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores” –

São dons para servir, e não títulos para manipular. Vamos contextualizar estes carismas, destacando apenas as funções mais usuais na igreja do século 21:

Liderança de células – Uma necessidade na igreja sim, e, ótima para aproximar pessoas e compartilhar situações de dificuldades pessoais, emocionais, espirituais e também alegrias. Acompanha-se mais de perto um discípulo. O equívoco, contudo está em os apóstolos destacarem jovens espiritual e emocionalmente despreparados para tal função. Outra atenção que uma liderança celular deve ter é de não deixar que o sistema de células engessem a visão de Deus sobre o evangelho. Por exemplo, transformar reuniões em modelos de festinhas, entretenimentos, e outras coisas que os clubes comuns assim o fazem. Pois o reino de Deus não é comida, nem bebida, mas fazer a vontade de Deus. Lembrem-se: não somos clubes da terra, somos reino do céu.

Liderança Pastoral – Pastores, não se pode plantar “igrejas” como se fossem “lojas de vendas”, onde tudo funciona muito bem com o sistema de marketing de massa, líderes de vendas, gerentes e promotores de venda! Lembrem do que nos escreveu Pedro sobre a verdadeira missão do pastor:“Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho”. (I Pedro 5:2-3).

Pastor não é somente aquele que prega, lidera ou conhece teologia. O bom pastor vai muito além deste chamado. O bom pastor é aquele que CUIDA das ovelhas DE CRISTO, cuida tanto da saúde espiritual quanto da saúde emocional.

Apesar da tradição, e do orgulho de muitos homens da atualidade, engana-se o pastor que acha que NÃO precisa de ajuda. Todo pastor precisa de ajuda, tanto da família, como da igreja e, também de outros pastores ou de um conselho ou de uma ordem, enfim de uma equipe. Pastores também precisam aprender. Precisam receber conselhos. Enfim, pastor também é um ser humano, com necessidades espirituais e emocionais. Foi assim com Davi que precisou de Samuel, e também da amizade de Jônatas, sob os olhares de Deus. Sozinho nada se alcança.

O reino de Deus é um reino de coletividade, pois é um reino de salvação. Pastores, neste século, se a sua igreja estiver isolada, ou seja, alienada das demais coisas espirituais, ilegítima espiritualmente, na ilegalidade, isto representa grande perigo para a sua vida espiritual!
Filhos, pastor não é um ‘rei’, nem é um “deus”. Pastor tb é gente, gente que sente como  gente! Mas, com uma função especial: dar o seu tempo em favor das ovelhas (de Deus). Ainda assim, apesar da autoridade espiritual, nenhum pastor está acima do bem e do mal.

Apesar de ser uma função humilde (biblicamente falando),  como escrito está, o pastor tem a honra de servir a Deus através de uma excelente obra. Um serviço inconfundível e verdadeiro.

“Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.” (I Tim. 3:1)… Estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem irrepreensíveis. (I Tim. 3:10)… Da mesma sorte as esposas sejam honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo. (I Tim. 3;11).

Liderança Apostólica – Quando autoritária, abusiva, totalitária, arbitrária ou manipuladora, deixa de ser uma liderança saudável e passa a ser absolutamente nociva à comunidade. Toda liderança, quando exercida de forma individual, tem elevado risco de se cometer erros sem que possa ser contestado, é o que ocorre em todas as seitas que conhecemos. Mas, isto pode ocorrer em qualquer outro modelo de liderança também, que não seja somente a apostólica (embora seja esta a que mais tem causado escândalos nos dias de hoje. A liderança apostólica é a onda do momento).

Também é correta a afirmação de que a liderança deve ser exercida por um colegiado, pois Cristo não delegou como líder um apóstolo único e, sim para uma coletividade, dos quais ao menos 12 destes foram ensinados de forma mais aproximada, sendo que um fortalecia o outro para que ninguém se ensoberbecesse disso ao ponto de cometer erros voluntários e abusivos. Por algumas vezes vemos o Apóstolo Paulo chamando a atenção de alguns líderes, inclusive do Apóstolo Pedro quando este não estava na direção da verdade, lá por Antioquia (Gal. 2:14), etc. Paulo não brigou com Pedro, eles revisaram a Palavra de forma sinérgica, assertiva, produtiva e humilde.

A SUBSTITUIÇÃO DA GLÓRIA DE DEUS

O mais grosseiro erro teológico que considero em qualquer modelo de liderança é o engodo de levar a massa a enlevar a pessoa do líder acima de tudo, de todos, acima do bem e do mal, levando todos à submissão meramente humana, o que é um risco notório para a verdadeira igreja de Cristo. Deus não divide a glória Dele com ninguém (Isaías 42:8)

Ao aconselhar várias vítimas de agressão física por conta dessa história de “títulos”, “liderança” e “governo” dentro das igrejas evangélicas, causa tristeza ouvir sobre traumas emocionais muitas vezes complexos de lidar. Vergonha ver a polícia dentro de uma igreja para atender ocorrência de irmãos em meio à reunião, por conta dessa história de submissão (ou escravidão) da parte do “discípulo” ao “discipulador” sobre pressão, a qualquer custo, como se fosse para entregar metas de vendas de produtos, etc., nem que seja por meio da violência verbal e até física mesmo.

Liderança terrorista para a satisfação plena e pessoal do orgulho de haver um título eclesiástico, posição social ou lucro na tentativa desesperada de se alcançar um cargo por meritocracia em vez de amor a Deus (pena)! Pena mesmo ver muita gente nas igrejas fazendo o que Cristo NÃO mandou fazer!

Então, o que fazer primeiramente? Jovens, o líder deve cuidar primeiramente de seu caráter e de sua Responsabilidade Espiritual, e não uma responsabilidade racional apenas. Talento NÃO é tudo, disse J.C Maxxwel em seu livro de mesmo título.

Certa vez escreveu o Pr. Cotty que “antes da liderança vem o líder e seu caráter.” Os discípulos de Jesus queriam primeiramente aprender a orar (Lucas 11:1). Eles não estavam preocupados com as aparências externas, antes olhavam para dentro de si mesmos. Eles queriam aprender a ensinar de dentro para fora, que é a Escola do Reino. Quando os líderes não aprendem a lidar com as suas carências e também com o caráter, esses líderes certamente irão gerar outros grupos de lideres doentios. Reparadas, porém, estas arestas, através da cura interior pelo conhecimento da verdade e convencimento e ação do Espírito Santo, o líder, pastor, bispo ou apóstolo certamente irão estabelecer o governo de Deus na igreja e na sociedade também (sugestão de leitura plus: “A Cura e Edificação do Líder, Cotty, Jocum, PR, 2013).

Mas, a saga do homem em procurar dominar um outro que lhes deem prazer, decididamente não é esta a vontade de Deus. A síndrome de Faraó, Saul, Jezabel ou Nabucodonosor, remontando o pecado da idolatria disfarçada não geraram frutos dignos de arrependimento. Mas toda idolatria tem a mesma característica, a substituição da glória de Deus.

O GOVERNO DE DEUS

A igreja não nasceu para sumir da terra com um planejamento de fuga nas mãos! A igreja nasceu para “transformar” o ambiente e a vida das pessoas ao seu redor em todas as nações da terra! É uma revolução do reino dos céus e do governo de Deus na terra! Um governo de paz e não de morte, dores, injustiça e violência.

A igreja é sal e luz. Então não se pode esconder o modelo do céu de forma marginalizada, envergonhados ou constrangidos como medrosos e escondidos por causa da Bíblia, mas ao contrário disso, influenciando o mundo com a Cultura de Cristo, aplicar frutos do espírito para que o mundo saiba que o Governo de Deus não é igual ao que vemos nos governos humanos hoje na terra! Se isto não acontecer, não faz sentido a existência da igreja! A igreja, portanto, exerce liderança espiritual sobre a terra. E, pode sim, também, exercer liderança na política, na ciência, na economia, na economia, etc. (por que não)?

Vejam bem, não é igreja governando igreja, nem irmão disputando com irmão! É Jesus governando a terra! Isso é governo do céu, cultura do reino, governo de Deus (Gn. 1:28) e (Mc. 16:15). (Mt. 6:10)

CONCLUSÃO

De acordo com este artigo, e, contextualizado com a Palavra de Deus, alguns homens nasceram com chamados “específicos”, carismas (dons) para atuarem na sociedade e servirem o corpo de Cristo.Isso é, autoridade espiritual para servir, e não para manipular! Autoridade não está diretamente relacionada à liderança, pois qualquer líder qualificado ou não pode mandar por força de seu cargo (chefia/patronato), mas só um verdadeiro líder sabe servir como Jesus (autoridade/influência/serviço/cultura do céu/generosidade). Para contextualizar a leitura e o entendimento, destacamos 03 (três) carismas importantes para a atualidade, que foram lideranças de células, liderança pastoral e liderança apostólica. Também fiz um rápido panorama sobre o governo espiritual, que vem do céu para a terra.

Apesar de que nenhuma cultura ou sistema exista sem a liderança de um ser, no governo de Deus, seguindo a sua vontade, devemos ter o cuidado de observar o que as Escrituras nos ensinam sobre o tema para que o líder não cometa erros como abusos de poder, arbitrariedades e até mesmo heresias como pseudo “verdades”.

Enfim, deixo aqui outra sugestão de leitura para aprofundar o assunto, que é o livro de Joseph Mattera, “A Revolução do Reino”, 2013. “Trazendo mudanças para você e para tudo ao seu redor”. Mattera nos ensina que há muitos líderes ativistas, e essas pessoas querem fazer a diferença de maneira prática em suas cidades. São pessoas apaixonadas e engajadas. Infelizmente, ativistas muitas vezes, se tornam presas da amargura em razão das expectativas fora de sua realidade. Além disso, por causa de seus sensos de urgência e pragmatismo, muitas vezes estes violam os princípios bíblicos e não conseguem ser boas testemunhas do reino de Deus.

REFLEXÃO

Deixo uma pergunta no ar: É correto afirmar que a igreja pode chamar a atenção de um líder que estiver atuando fora da Palavra de Deus, sem responsabilidade, sem ramos, sem raízes? Para ajudar a responder a esta questão vamos de novo para a epístola de João:

o    Em João 15:5, Jesus disse:

Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.

Sugiro também a leitura do livro “21 Minutos de Poder na Vida de um Líder” de John C. Maxwell, um excelente manual de liderança na igreja e em outras esferas da sociedade.

“Um bom líder pode mandar o povo para a batalha, mas um grande líder conduz as pessoas no meio da luta” (Jonh C. Maxwell)

Graça e paz irmãos. Juízo, hein!…

Claudinho Santos

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Liderança e governo no século 21

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