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Vivendo segundo o Coração de Deus - 01-09-2021

Vivendo segundo o coração de Deus

(Amós 09:11 Naquele dia tornarei a levantar o tabernáculo de Davi, que está caído, e repararei as suas brechas, e tornarei a levantar as suas ruínas, e as reedificarei como nos dias antigos;)

Introdução :

Estamos em dias onde as pessoas perguntam: Quem sou? E onde estou?

Davi descobriu que era um adorador que queria ir além dos limites da religião oferecida na época, não que ela fosse algo ilimitado para o povo, mas para ele que possuía uma intimidade mais profunda, tal religião dava acesso limitado demais a Deus o que visivelmente o incomodava a ponto de buscar ultrapassar as barreiras religiosas da época, nos dando a deixa para nós nos dias de hoje. Davi era um homem a frente de seu tempo.

Davi enfrentou desafios, como a dificuldade ao acesso do Santo dos Santos, pois ele era da Tribo de Judá e tal acesso era limitado a Tribo de Levi na pessoa do Sumo Sacerdote, mas havia um desejo profundo em Davi de entrar onde por meio da religião da época era impossível acessar o Santo dos Santos, algo que de uma forma inovadora para época e até mesmo para nós nos dias de hoje, ele conseguiu. (Sl 84:01-04)

Davi entrou onde queria, mas não como as pessoas da sua época, talvez tenha sido ele o único a entrar em Deus naquele lugar espiritual.

Isso prova que a vida de um adorador que decidiu ir além, não é fácil, porém recompensadora.

Lembrando que todas essas conquistas eram sempre atribuídas a Deus, ou seja Davi desejava e Deus o conduzia.

Davi mostrou que nós somos o Tabernáculo, a habitação de Deus na Terra.

Um dos ensinos da Festa de Tabernáculos coincide com a experiencia profunda de Davi em receber Deus em si mesmo, ou seja, a Festa de Tabernáculos foi a maneira pela qual Deus encontrou para ensinar o povo que eles não estavam mais no Egito, não ficariam para sempre no deserto, e Deus queria estar com eles sob o mesmo teto.

Essa atitude de Deus em entrar na Sucá durante a festa para estar com o povo, era o primeiro passo para a aproximação entre Deus e o homem, observe que havia um ordenança para que todos viessem as festas que aconteciam uma vez por ano para estarem diante do Senhor. (Dt 16:16)

Perceba que a atitude parte de Deus para o homem e não do Homem para Deus, ou seja Deus teve que fazer um decreto para que o povo viesse, está aí a diferença entre Davi e o povo que participava da Festa de Tabernáculos, enquanto eles construíam suas cabanas por força de um decreto de forma obrigatória, Davi era a cabana e não apenas construía um lugar mas ele queria ser o lugar, ele não queria habitar com Deus ele queria que Deus o habitasse, isso mostra como era o coração de Davi. (Sl 84:09-10)

A Festa de Tabernáculos precisa ser nos dias de hoje uma experiencia mais profunda do que estar com Deus em um lugar (Sucá), mas sim ser o lugar onde Deus está na festa ( Casa Favorita ). (1 Cor 03:16/06:19)

Davi desejava algo que aconteceria de forma plena somente após o sacrifício na Cruz feito por Cristo, é interessante salientar que aquilo que Davi queria mais não tinha e por isso ficava incomodado e buscando constantemente, Paulo cobra da Igreja de Corinto que tinha o acesso a esta condição mas agia como se não tivesse, por isso é repreendida por Paulo na pergunta : “Não sabeis vós?” Ou seja, se não sabem deviam saber!

Na Festa Espiritual de Tabernáculos hoje devemos ter o nosso tabernáculo restaurado, para poder receber em nós mesmos a visitação de Deus. No texto de Amós 09:11 vemos a promessa de Deus em restaurar o Tabernáculo de Davi, esta restauração já aconteceu por meio da chegada da Graça, ou seja Deus já cumpriu esta profecia com a morte e ressurreição de Cristo que inaugura a dispensação da Graça, removendo as barreiras e nos dando assim acesso a Deus para que pudéssemos nos tornar sua morada.

Este ensino era corrente entre os Apóstolos (Atos 15:13-19), que compreendiam o que significava Davi e sua história.

Vemos aqui que a Festa de Tabernáculos em si mesma é apenas o primeiro passo para a aproximação do homem para com Deus ( Corbã, “oferta de aproximação” ), porém não se deve ficar nisso apenas, ou seja, um relacionamento sem intimidade apenas superficial entre duas pessoas em uma tenda, mas sim devemos ser como Davi e desejar ardentemente de todo o coração e de todo o nosso entendimento e de toda a nossa alma, ir além adorá-lo com intimidade a ponto de nos transformarmos na Tenda. A Sucá (Tenda Provisória) de nossos dias somos nós!

Talvez esse seja um dos motivos além das mãos ensanguentadas, pelo qual Deus não permitiu que Davi construísse o Templo, pois ele mesmo havia entendido que o templo somos nós.

2 Sm 07:12-13 / 1 Cr 17:03-04 / 1 Re 05:03 .

Salomão não passou de construir um lugar, mas seu pai Davi se construiu ele foi o Lugar da Habitação de Deus em sua época.

1.0) A Pardal e suas opções. ( Sl 84:01-04 )

a) O Pardal escolheu morar em um lugar muito especial nos Tabernáculos, ou seja, ele escolheu estar onde Deus estava.

Ao que parece o coração do Pardal e o Coração de Deus eram um só e desejavam estar juntos, essa era a ideia aqui passada pelo escritor do salmo (Corá – descendente de Levi, um dos porteiros e musico do Templo), a atitude do animal chamou a atenção do Levita.

Em nossos dias podemos observar que o pardal ( pássaro ), escolhe geralmente o mesmo lugar para fazer seus ninhos uma vez que seu tempo de vida livre na natureza é aproximadamente 3 anos, é interessante lembrar que os pardais que vivem em cativeiro vivem mais do que os seus iguais na natureza, isso porque o pardal provavelmente não vê a prisão como o homem vê, ou seja a gaiola para ele é um lugar onde ele encontra segurança, provisão e cuidado. Por ter um tempo de vida curto o animalzinho não pode se dar ao luxo de errar o local de escolha de seu ninho, o que para ele representaria uma catástrofe pois poria em risco sua descendência.

O pardal percebeu que fazendo seu ninho no templo ele estaria seguro e garantiria a sobrevivência de seus filhos além de si mesmo. Como ele encontrou este lugar seguro? Ele seguiu seu coração, e não foi o lugar que o atraiu, mas o habitante deste lugar foi o motivo, o coração do pardal foi atraído pelo coração do Dono do Tabernáculo, que ofereceu a ele, abrigo, segurança, provisão.

Assim nós precisamos encontrar em Deus nossa habitação, nós Nele e Ele nós. (João 15:07 / 1 João 4:13 / João 14:20)

b) Quando estamos verdadeiramente estamos livres?

O pardal nos ensina que a verdadeira liberdade só pode ser alcançada quando temos a consciência e a dependência de um dono, assim como o pardal encontrou seu Dono nos Tabernáculos nós precisamos encontrar nosso Dono, dessa aproximação alcançaremos uma vida mais longa, segura, prospera, para nós e nossos filhos. Assim como o Pardal entrou nos Tabernáculos nós temos que entrar em Deus e permitir que Deus entre nós, isso nos conecta ao entendimento de Davi, em ser o Tabernáculo de Deus.

1.1) Do coração de Deus para o nosso coração. (Amós 09:11)

O texto de Amós é uma profecia, toda profecia é um desejo do coração de Deus, Fica claro que Deus está mais do que interessado em cumprir a profecia pois além de enviar seu Filho para que fossemos restaurados como habitação do Espírito de Deus, ainda o Senhor nos oferece o retorno do nosso coração para o seu coração.

Não celebramos a festa de tabernáculos apenas indo a um lugar, mas sim sendo o lugar, e isso só é possível porque Deus restaurou o tabernáculo de Davi em nós.

Em que estagio do relacionamento com Deus você está? Você vai a tenda ou você é a tenda?

Pb. Sandro Alexandre dos Santos. ( Dirigente da 4ª IPPF – Valadares )

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